Leiria acolhe sessão sobre o Plano contra fogos 2020-30 na próxima sexta-feira

Vai haver uma sessão pública sobre o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais 2020-30, dia 31 de janeiro na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria.

“A Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais e o Instituto Politécnico de Leiria convidam todos os interessados a participar numa sessão pública de esclarecimento sobre o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR) | Estratégia 20-30, a decorrer dia 31 de Janeiro, às 14h30, no auditório 2 do edifício B, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria”, informou o Núcleo Sub-Regional da região de Leiria e Oeste em comunicado.

Segundo a mesma fonte, a sessão será apresentada por Rui Giestas, Chefe de Núcleo Sub-Regional da Região de Leiria e do Oeste da Agência de Gestão Integrada dos Fogos Rurais, I. P., acrescentando que os documentos do plano encontram-se disponíveis para consulta aqui

85% dos incêndios começam a menos de áreas habitadas e mais de 60% resultam de queimadas mal feitas

O comunicado relembra que 85% dos incêndios começam a menos de 500 metros de uma estrada ou de áreas habitadas ou cultivadas e mais de 60% são resultado de fogueiras, queimas e queimadas mal feitas. “No Verão, não arrisque! Não ponha a sua vida em risco, nem a dos outros. Evite comportamentos de risco. Se vir algum comportamento perigoso, avise ou ligue 112”, apela a mesma fonte.

O Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR) tem como grandes objetivos gerais a valorização do território, cuidar dos espaços rurais, modificar comportamentos e gerir eficientemente o risco. É composto por dois documentos, a Estratégia 20-30 e o Programa e Ação.

O plano para reduzir para metade a área ardida nos fogos rurais até 2030, com um investimento previsto de 554 milhões de euros por ano e contemplando a possibilidade de arrendamento coercivo, foi apresentado no final do ano passado pelo Governo.

Nova ação sobre os fogos surge depois do elevado número de vitimas dos incêndios de 2017

Na altura, os ministros do Ambiente e da Ação Climática e da Administração Interna, explicaram que tem como um dos objetivos a ação em 20% da área rural do país e os territórios a serem transformados podem ser os que tenham sofrido grandes incêndios, admitindo que possa haver uma “intervenção musculada” em alguns casos.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, lembrou que o trabalho para se chegar a uma nova visão e ação sobre os fogos rurais começou após os grandes incêndios de 2017, com um “número inusitado” de vítimas, e salientou os grandes investimentos financeiros e em meios humanos e materiais para este setor.