Homem suspeito do crime de violência doméstica fica em casa com pulseira eletrónica

O Ministério Público do Tribunal das Caldas da Rainha aplicou a prisão preventiva com uso de pulseira eletrónica, a um homem de 51 anos, indigitado da prática de violência doméstica, perante a anterior companheira de 38 anos. O arguido apresentado a primeiro interrogatório judicial, no passado dia 27 de fevereiro, que fica a aguardar os posteriores trâmites processuais, impedido de sair da sua casa, é suspeito de ter agredido quer, física, verbal e psicologicamente a mãe dos seus filhos, nas Caldas da Rainha.

De acordo com a mesma fonte, o suspeito perseguiu e insultou a vítima “ameaçando-a de morte, desferindo-lhe bofetadas e murro, e apertando-lhe o pescoço”.

No mesmo dia em que saiu da prisão, a 30 de setembro de 2019, depois de cumprir uma pena pelo insulto à “integridade física, ameaça e injúria”, entre outros crimes, o homem, por não aceitar o final da sua relação com a ex-companheira, terá cometido as agressões, “mesmo depois de ter sido confrontado com intervenção policial e constituído arguido no inquérito e quando se encontrava embriagado”.

Numa investigação da responsabilidade do Ministério Público das Caldas da Rainha, com ação da PSP, o Tribunal estabeleceu que o arguido, enquanto aguarda o decurso do processo judicial com aplicação da “medida de coação de permanência na habitação, com fiscalização por meios eletrónicos de controlo à distância”, ficará em prisão preventiva “até à implementação da vigilância eletrónica”.